Sunday, June 20, 2010
Mais Que Vencedores
Esse sentimento de euforia é muito comum no ser humano, foi Deus quem nos deu. Quando damos importância a algo, nosso coração dispara ao vermos que aquilo que nos importa pode ser realizado. Essa foi a forma que O Senhor nos dotou para que possamos lutar por um objetivo e todo ser humano tem um objetivo na vida: Ser vitorioso. Vivemos um jogo constante.
Façamos uma metáfora e digamos que dentro de cada um de nós existe um campo de futebol e que nesse campo acontece o jogo mais difícil e mais importante da nossa vida. Jogo esse que desencadeia ansiedade, nervosismo, etc., e que a vitória de um influenciará no destino do outro. Dentro de nós há duas seleções; dois técnicos; um árbitro, um juiz que julga e decide.
De um lado temos a seleção da nossa natureza caída, pecadora, descendente de Adão. Do outro, temos a seleção da nova criatura que somos em Cristo Jesus, o novo coração, a nova visão de vida. Então o jogo é: Velho Homem X Nova Criatura. Posso garantir que esse jogo é mais importante que Brasil X Argentina na decisão da Copa do Mundo.
A seleção adversária (velho homem) sabe jogar. É time experiente, está em campo há anos e é constituído praticamente de atacantes. Seus jogadores sabem driblar muito bem; jogam sujo, são violentos, rápidos e inteligentes. O técnico do Velho Homem chama-se Ego e não é como o Dunga; o seu preparador físico é a Tentação. O Ego convoca os melhores jogadores e sabe onde posicioná-los. Jogadores como Egoísmo, Luxúria, Inveja, Mentira, Hipocrisia, Infidelidade, Idolatria, etc., estão em campo e são preparadíssimos para o jogo das nossas vidas. O cartola desse time é Satanás. Todas as vezes que o Velho Homem ganha uma Copa, Satanás enriquece.
Do outro lado temos a seleção do Nova Criatura. É um time todo especial. Joga na defensiva, mas o técnico o treina também para o ataque. Os jogadores não são muito bons de ataque, mas quando obedecem as ordens do técnico e atacam, a seleção do Velho Homem treme nas bases e não pode resistir.
O curioso nessa seleção é seu Técnico, chamado Espírito Santo. Ele poderia trabalhar com jogadores experientes, mas Ele não se importa com isso; Ele só quer que os jogadores obedeçam as suas ordens; isso porque o Ego, o técnico do outro time, tenta influenciar os jogadores do Nova Criatura a entregarem o jogo; tenta fazê-los acreditar que estão contundidos, que não vale a pena jogar e ainda dá ordem aos jogadores do Velho Homem a tocar nos lugares frágeis dos jogadores do Nova Criatura.
Jogadores como Misericórdia, Amor (camisa 10), Benignidade, Fidelidade, Autocontrole, Espiritualidade, muitas vezes acham que jogar é perda de tempo, mas não é. O Técnico é mais experiente que o Velho Homem; mais Sábio que o Ego, mais poderoso que o cartola do time adversário. O Cartola do Nova Criatura é Jesus, O Criador do Universo. Ele garante que somos MAIS que vencedores. Quando a seleção do Nova Criatura ganha, quem enriquece somos nós, pois O Cartola do NC já é riquíssimo; a Ele pertence o ouro e a prata, e na mão Dele está TODO o poder que há nos céus e na terra.
O árbitro desse jogo chama-se Livre-arbítrio e é ele quem dirige o jogo. O Livre-arbítrio precisa saber que os jogadores do Velho Homem não jogam honestamente, cometem faltas o tempo inteiro e precisam, um a um, serem expulsos do campo. O problema é que o Livre-arbítrio faz vista grossa pra esses erros e prejudica o Nova Criatura.
O que precisamos fazer é abrir os olhos do Livre-arbítrio e colocá-lo nas mãos de Deus. O Técnico e O Cartola garantem que o Velho Homem é um time fraco (Mt 26:36); que existe uma grande torcida para que ganhemos essa Copa (Hb 12:1). Todas as pessoas que sofreram pelo Evangelho, sofreram para que nós pudéssemos ganhar esse jogo, e O Maior dos sofredores foi o próprio Cartola da seleção, que Se ofereceu para morrer em nosso lugar. Ele traz nas mãos o troféu: Estar eternamente na presença do Pai.
Idiotas
Querendo ganhar o voto do casal que habitava o Paraíso, o diabo teve que ser astuto, usar uma aparência que não era a sua e mentir, pois caso a dupla de eleitores soubesse as reais intenções do candidato, não teria aceitado seu discurso e o mundo não estaria como está hoje.
Por esta razão sou idiota sem nenhuma vergonha. O Gênesis não é tão antigo assim, ele ainda se faz real; de quatro em quatro anos a triste história do Paraíso repete-se mídia e palanques afora. Portanto, salve-se quem puder!
Monday, March 15, 2010
Fortaleza e Pompéia

Qual a semelhança entre Fortaleza e Pompéia? Vejamos: as duas são cidades litorâneas; banhadas pelo Oceano Atlântico; turísticas; e o mais semelhante: as duas têm vulcões e foram invadidas pelo calor sufocante. Para quem não sabe, Pompéia foi uma cidade antiga do Império Romano, perto de Nápoles, Itália, tragada pelas lavas do Vesúvio, que entrou em erupção no dia 24 de agosto, em 79 d.C.
Em Pompéia o Vesúvio "acordou" depois de centenas de anos. O fogo "hibernoso" despertou e derreteu tudo que estava à sua frente. Não respeitou ninguém. Homens, mulheres, crianças e animais foram literalmente queimados vivos. Hoje, a cidade é um museu a céu aberto, graças ás cinzas que tudo cobriu, e como sal em carne de charque, preservou centenas de corpos que ainda se encontram petrificados, na mesma posição em que morreram. Tal visão tornou-se deleite para turistas, que pagam 8 dólares para visitar as ruínas da cidade.
O leitor pode estar se perguntando onde está o vulcão de Fortaleza e eu respondo ao caro leitor que Fortaleza tem não somente um, mas vários vulcões.
Dia desses fui á praia comer, naquela parte onde se compra o peixe e paga a fritura, bem em frente à sorveteria 50 Sabores. Enquanto esperava o peixe observei o movimento do lugar e foi lá que avistei os tais vulcões. Aqui na terrinha banhada de sol (e que sol) não tem nenhum Vesúvio, é verdade, mas tem vulcão, sim, soltando lavas, em erupção o tempo inteiro e que vem de longe. Trata-se dos turistas que ficam à cata de mulheres (por que não dizer meninas?) e que permeiam as praias de Fortaleza. São homens das mais diferentes idades, dos mais diferentes cantos da Europa, ávidos por sexo, sedentos de sacanagem e que encontraram em Fortaleza um povo que não vê, não escuta, não protesta e não se importa com a prostituição de suas adolescentes. A prostituição nas praias de Fortaleza é de dar dó, raiva e vergonha. Percebe-se logo tratar-se de meninas pobres (muito pobres), sem educação, sem escolaridade, sem expectativa de futuro, enfim, "sem eira nem beira". Magrinhas, franzinas, literalmente "despeitadas", porque muitas nem peito têm. Ficam pra lá e pra cá, esperando serem notadas por algum gringo bonitão, alto, louro que, além de euro e dólares, tem ilusão pra oferecer.
Elas fazem o que eles querem e ordenam. São senhores absolutos; são vulcões em erupção, invadindo com suas lavas "sacânicas" (ou satânicas) não só a cidade, mas a vida dessas pobres e iludidas criaturas. Essas meninas com seus corpos petrificados pela injustiça social são o deleite desses vickings sem alma.
Fortaleza está internacionalmente conhecida como "a cidade da sacangem". Que preço temos que pagar por um punhado de dólares!
Rosane de Castro
Wednesday, November 26, 2008
Talentos Desperdiçados

Acabei de ler na Bíblia a parábola onde Jesus nos adverte a não enterrarmos os talentos que Deus nos deu. Na parábola, o homem que escondeu na terra seu talento se deu mal diante do seu senhor, enquanto o que duplicou o seu, ganhou novas habilidades.
Existe aqui em Fortaleza um grupo de pessoas que visita, uma vez por mês, lugares muito pobres no interior do estado. Levam comida, roupas, remédios e Jesus.
Vi algumas fotos do trabalho desse grupo e fiquei horrorizada com tanta miséria. Fiquei sabendo que a maioria das crianças que vivem em lugares ermos do interior, se alimenta de mingau de farinha para enganar a fome. Vi fotos de crianças mais que subnutridas, verdadeiros esqueletos ambulantes. Nem sei por que ainda vivem e tão pouco tenho coragem de dizer que é pela misericórdia de Deus, pois para viver desta maneira seria melhor mesmo nem ter nascido.
Criança que vive com fome não tem condição de desenvolver talento nenhum. Não tem talento nem para enterrar, imagine para duplicar. Fico imaginando quantos médicos, arquitetos, engenheiros, escritores, artistas plásticos, etc., se perdem devido à subnutrição, à falta de oportunidade tirada dessas crianças que poderiam desenvolver seus talentos e duplicá-los em prol de suas comunidades. Quantas habilidades são enterradas no sertão do Nordeste devido à ganância de poucos. Quanta inteligência desperdiçada.
Pergunto-me se os talentos a que Jesus se refere são talentos meramente humanos e chego à conclusão que não. Jesus refere-se a talentos espirituais e um deles é o de melhorar a vida desses pequeninos. As pessoas que formam esse grupo, por exemplo, receberam o talento de ajudar pessoas desafortunadas, que vivem famintas não só de comida (pois nem só de pão vive o homem), mas também de saber que existe alguém que se importa. Imagine o bálsamo que é para o coração e para o estômago dessas crianças quando grupos como esse se faz presente. Não tenho filhos, portanto sou desprovida de autoridade e experiência para falar sobre a dor de uma mãe ao ver seu pequeno chorar de fome e não ter nada para oferecer, mas posso imaginar o inferno que deve ser.
Talento Espiritual difere do talento humano. O talento espiritual existe para que o talento humano seja desenvolvido. O humano é para nosso bel prazer, um dia passa; o espiritual sempre envolve a vida de alguém e é justamente dele que vamos prestar conta um dia, porque todos nós nascemos com algum. Se não desenvolvermos os talentos espirituais que Deus nos deu e só pensarmos em desenvolvermos o humano, o resultado será sempre crianças com fome, miséria e doenças.
Monday, November 24, 2008
O Barulho e o Sapo

Passei um final de semana na pousada Vale dos Ventos, na Serra de Maranguape; um lugar muito bonito, com muito verde e cheinho de pássaros e pavões. Cheguei à noite, e depois de comer uma deliciosa salada de verduras, achei que cairia num sono profundo e que ouviria apenas o soprar do vento nas folhas das árvores, mas qual o quê. Quando deitei, banho tomado, corpo relaxado, barriga cheia, começou o barulho da “insetaria”, como chama a Adélia Prado (achei essa palavra fantástica). Era um barulho de entorpecer os tímpanos. Parecia um trânsito louco de insetos, uma farra dos pequenos seres, um som ensurdecedor. Eu pensei: “Meu Deus, deve ser entrada de Ano Novo ou Carnaval na mata!” Pois sim.
Bem cedinho da manhã, clareando o dia, os pássaros (centenas), galos e pavões não deixaram por menos, não quiseram ficar por baixo e haja cantoria. Adeus sono! Tinha um canto esquisito, estranho, apesar de bonito, que eu nunca havia ouvido na vida, um grito fino, muito fino, como se fosse o Tarzan gritando “gooooool”. De arrepiar. Pela madrugada, lá pelas tantas, quando meus ouvidos se adequaram ás vozes da insetaria, veio o barulho dos meus pensamentos na “calada” da noite. Eles faziam zoada igual aos insetos, ou pior, já que pensamentos trazem emoções que fazem barulho no coração e que doem nos tímpanos da alma.
Meditando esses sons, cheguei á conclusão que não existe silêncio nenhum nesse mundo, cada lugar tem o seu barulho.
Filosofando intimamente, levantei pra ir ao banheiro. Sonolenta, liguei a luz e sentei no sanitário. Dei uma olhadinha de lado, aquele olhar aleatório e, bem no cantinho da parede, debaixo do chuveiro, quieto e silencioso, estava um sapo, um cururu enoooorme. Cururu não precisa fazer barulho, né? O visual dele, em si já é uma orquestra assustadora. Bem, eu já estava sentada, fazendo meu xixizinho básico da madrugada, quando vi o dito cujo, com aqueles olhões me paquerando. Fiz um movimento brusco e ele se esquivou humildemente, se enfiando mais no canto da parede. Entendi que ele e eu estávamos com medo um do outro, então pensei que ele poderia vir pra cima de mim numa atitude de autodefesa; aí tratei de ter um diálogo: “Olha, colega, eu sei que você está com medo de mim e eu de você, portanto, vou sair bem devagar. Num se preocupa, não, viu? Sou do bem, amo os animais, essa invenção maravilhosa de Deus, principalmente os sapos!” Ele continuou me olhando e eu continuei sem coragem de levantar. De repente, o medo foi passando e o aspecto do sapo foi mudando aos meus olhos. Ele me pareceu tão frágil, tão indefeso e tão bonito que tive vontade de tocá-lo. Continuava quieto e acho que o meu aspecto também deve ter mudado aos seus olhos, deve ter me achado frágil, indefesa, até bonita e também deve ter tido vontade de me tocar. Perdeu o medo dos humanos e eu perdi o medo dos sapos.
Entre pessoas acontece o mesmo. Julgamos uns aos outros, elaboramos opiniões pré-conceituosas, reparamos nos “aspectos”, até o dia em que nos deixamos aproximar e descobrimos que aquela pessoa não é horrenda e nem feia como pensávamos; muito pelo contrário, descobrimos que é um ser humano frágil, muitas vezes indefeso e de uma beleza interior surpreendente.
Saí do banheiro na maior tranqüilidade, rindo para o meu mais novo amigo. Voltei pra cama feliz, certa de que agora conseguiria dormir, mas qual o quê. Quando estava fechando os olhos para adentrar no mundo dos sonhos, ouvi um grito estridente e apavorante. Era o grito de uma amiga que entrara no banheiro pra fazer o xixizinho básico e sagrado da madrugada, e que, sentada no sanitário, sonolenta, resolveu dar aquele olhar aleatório para o canto da parede.
Friday, October 24, 2008
Saga no Iguatemi

Minha amiga Íris convidou-me para ir ao cinema. Pra mim foi um pequeno milagre, não pelo fato do convite em si, mas porque sou o tipo que não teve a sorte de ter amigos cinéfilos. É mais fácil eu ter amigo pedófilo do que amigo cinéfilo. Não tem UM sequer que faça empenho de freqüentar uma sala de cinema comigo, mesmo que seja só uma vez por mês; aí me aparece a Íris, descida do céu (não caída, por favor, é diferente), vinda na hora certa, chegada na hora exata.
Marcamos no domingo. Geralmente, os domingos eu tiro para ir à igreja, mas o convite de ir ao cinema foi uma tentação que não pude resistir, então pedi perdão a Deus e disse SIM pra Íris.
Tocamos pro Iguatemi, meio atrasadas. Digo "meio atrasadas" para não cometer a burrice de arriscar que minha amiga, caso leia esse texto, fique chateada comigo e eu perca a tão desejada, esperada e única companheira de cinema, porque a pontualidade na vida da minha amiga (usando o linguajar cinematográfico), é pura ficção. Mas tudo bem! Vale tudo para se ganhar um deleite e temos que amar as pessoas como elas são (rsrsrs).
Pois bem, chegamos ao Iguatemi e fomos estacionar o carro. Entramos no estacionamento coberto e não tinha vaga, é claro. Noventa por cento da população fortalezense e talvez do interior do estado, tinha decidido ir ao Iguatemi naquela tarde. Ficamos literalmente rodando atrás de uma vaguinha e depois ficamos MAIS TEMPO ainda rodando atrás da saída do maldito estacionamento. Resolvemos reconhecer nossa arrogância, decidimos mutuamente darmos a mão à palmatória, usar nosso resquício de humildade e finalmente perguntamos ao "guardador de carros" onde era a saída. Ele riu ironicamente, aquele sorriso de vencedor (acho que passamos por ele um monte de vezes) e apontou a saída bem em cima de nós. Uma sensação de alívio me invadiu repentinamente quando botei a cabeça pra fora da janela do carro e fiz questão de sorver com os olhos o céu azul que despontava acima das nossas duras cabeças. Colocamos o carro no estacionamento a céu aberto. Tratando-se da dupla, era mais seguro, e caminhamos rumo ao cinema.
Para estrear nossa cumplicidade cinéfila, escolhemos “O Procurado”, com Angelina Jolie e não sei quem mais. Escolhemos este porque somos duas fãs de carteirinha do Brad Pitt, e como não havia NADA com ele em cartaz, resolvemos homenageá-lo prestigiando o mais novo filme, cujo sua linda esposa está como protagonista, por isso não temos a menor idéia de quem eram os atores que estavam no filme nem o nome do diretor, o que é uma vergonha para qualquer cinéfilo que se preze. Mas ponhamos essas falhas á parte e vamos ao que interessa.
Tomamos a escada rolante que leva á bilheteria e ela não estava mais lá, havia se mudado para o andar superior e lá fomos nós. Logo que pude visualizar a bilheteria, achei que, das duas, uma: ou estava havendo uma briga ou talvez o shopping tivesse promovido uma grande estréia trazendo a própria Angelina Jolie em pessoa (e que pessoa), para recepcionar o público de “O Procurado”. Era gente demais. Os noventa por cento da população também resolveu ir ao cinema e havíamos combinado de pegar a primeira sessão devido o preço ser bem mais em conta, afinal, temos que admitir que ser cinéfilo está ficando cada vez mais difícil e pesado pro bolso, mas o pequeno distúrbio "horástico" (inventei essa palavra agora) da Íris impediu de chegarmos na hora. A Irinha confunde 1 hora com 2 horas; é um distúrbio que necessita de ser tratado e não criticado.. (hehe... não quero arriscar). Voltemos á bilheteria!
Pegamos o boletim e procuramos o horário da próxima sessão. Estava lá "Ensaio Sobre a Cegueira", filme baseado no livro do Saramago e dirigido pelo nosso Fernando Meireles; estava também "Mama Mia" com Meryl Streep e elenco maravilhoso. Ficamos tentadas. Por que não? Raciocinamos. E a nossa homenagem ao Brad Pitt? Desistiríamos? Claro que não! Estávamos ali para homenagear o Brad Pitt e íamos fazê-lo, ora!
Finalmente, depois de quarenta minutos, chegou a nossa vez. Compramos os ingressos, corremos para comer alguma coisa e andar um pouco. Andar?? Onde?? Como é que anda no Iguatemi, num domingo á tarde? Lembrei de “A Rosa Púrpura do Cairo”, do Wood Allen, que conta a história de Cecília (interpretada maravilhosamente por Mia Farrow), uma garçonete cinéfila que é transportada para dentro da história. Parecia que o mesmo estava acontecendo comigo e com Íris, ali no Iguatemi, estávamos dentro do filme “Os Últimos Dias de Pompéia”. Em vez de sairmos atrás de barcos, saímos atrás de comida.
Depois de enchermos a pança, fomos concretizar nossa homenagem ao Brad Pitt. Comprei um caríssimo saco de pipoca e adentrei no escurinho do cinema, junto com a Íris. E o filme teve início. Agora, pense num filme ruim e multiplique por mil. Pensou? Multiplicou? Não chega aos pés de “O Procurado”. Violento, confuso e burramente mentiroso. Existem filmes cuja mentiras (comum em qualquer filme) são insuportáveis, mas “O Procurado” bateu todos os recordes; a única coisa verdadeira na tela foi a beleza da esposa do nosso homenageado.
Monday, September 15, 2008
Quem é Jesus, afinal?
Saturday, September 06, 2008
Lobby
No livro de Mateus, a mãe de João e Tiago, dois discípulos de Jesus, oportunando-se de estar próxima daquele que diziam ser o Messias esperado pelos judeus, pediu para que seus dois filhos tivessem lugar de honra no reinado que estava por vir (ela não imaginava que era um reinado espiritual). Seu pedido foi que um filho sentasse à esquerda e o outro à direita do trono. Vemos em plena Bíblia um lobbiyng de primeiríssima qualidade.
Fico imaginando se Jesus tivesse aceito tal proposta. Pobre mãe! Mal sabia ela que, caso seu desejo fosse atendido, poderia iniciar uma guerra sangrenta entre seus filhos pelo LADO DIREITO do trono. Havia nela ignorância total sobre o coração humano. Sabiamente, Jesus disse para a lobbysta que ela não sabia o que pedia: "Não sabeis o que pedis!" E não sabia mesmo. Não tinha noção do tamanho do livramento de sofrimento e solidão que Jesus estava lhe dando. A primeira a ser beneficiada com aquela recusa foi ela mesma, pois ficaria só e desfilhada.
Existem orações que um dia vamos agradecer por nunca terem sido atendidas. Mas graças a Deus que temos um lobbysta do qual O Senhor se agrada muito: o Espírito Santo, que intercede por nós com “gemidos inexprimíveis”.
Na verdade, não sei bem o que são esses gemidos inexpremíveis, mas entendo que é uma oração bem feita, uma intercessão que realmente convence o coração de Deus a nosso favor. Quando você for até Deus pedir alguma coisa, expor o seu desejo, não esqueça de dizer que Ele faça a vontade Dele, pois muitas vezes, igual áquela mãe, não sabemos o que pedimos, e a consequência de nossa oração impulsiva e emocional pode ser um preço alto a se pagar.
Pense nisso!
Friday, August 22, 2008
Mentiras Novas
É um saco acordar de manhã com esse festival de gingle político invadindo o sagrado sono. É gingle de todo jeito: forró, pagode, rap, e por aí vai. Mais saco ainda é que a mídia não inventa nenhuma mentira nova, a gente tem que aguentar as velhas e carcomidas lorotas.
Seria bom, pelo menos, acordar com novidades, com mentiras novinhas em folha. Mas não! São as mesmas mentiras cansativas, repetitivas, tediosas. Um desrespeito ao eleitor. Não dá pra inventar uma mentira de qualidade, que iluda poeticamente e nos dê a sensação que existe realmente alguém preocupado com o povo? EU QUERO MENTIRAS NOVAS! Eis a minha reivindicação. Fico indignada. Você acredita que existe um candidato cujo slogan é "quem sabe faz a hora"? Grande novidade, não?
Já não se fazem mentirosos como antigamente. Os mentirosos de antigamente tinham aquele ar de "salvador da pátria", de protetor, passavam uma imagem paterna; a gente só faltava subir no palanque e sentar no colinho deles. Aqueles, sim, sabiam produzir belas e boas mentiras. Só não souberam passar essa arte para a geração que está aí todo dia, adentrando o nosso doce lar com mentiras tão pobrezinhas. Ô geração sem criatividade!
Monday, September 10, 2007
Gotas de Sofia
causa de eu "comer cru" muitas vezes) e minha fé não é das melhores. Me surpreende perceber que Ele não desiste de mim e que todas as vezes que eu converso com Ele, a Paz que Ele promete na Bíblia desce imediatamente. É verdade, num é conversa mole, não! Experimente ficar um tempo na presença Dele. Mesmo que o problema demore a ser resolvido, Deus, nosso Pai e Amigo nos dá uma tranquilidade incondicional. Ninguém fica dependendo de ter paz só se o problema for resolvido. A famosa "paz do Senhor" invade o mais turbulento dos corações; a mais atormentada das mentes; e para isso é preciso só ter um tiquinho de fé, num precisa ser coisa muito grande, não. Basta essa fé ser do tamanho de uma semente de mostarda. Você já viu uma semente de mostarda? É do tamanho da cabeça de um alfinete. Jesus diz que se a nossa fé for do tamanho dessa semente, seremos capaz de transportar montanhas. Quando leio essa passagem, imagino Deus com um microscópio tentando enxergar a minha fé e gritando: "Achei!!!! Aqui está a fé da Rosane!" (rrss). Deus quer só um motivozinho pra ajudar, pra curar, pra derramar paz. Aposte nessa relação! Ele não requer coisas impossíveis e cá pra nós, se fosse necessário explicar a questão da fé, não seria fé, seria ciência; e você já pensou nos milhares de anos que isso demoraria? Não conseguimos nem acabar com uma simples gripe através da ciência, imagine encontrar e provar a existência de Deus.
A fé é o meio mais rápido e eficaz para se ter um contato verdadeiro com Deus.
Basta apenas virar criança outra vez.
Thursday, August 16, 2007
Gota de Sofia com Lêdo Ivo - Cama e Mesa
Tuesday, August 07, 2007
Gotas de Sofia com C.S.Lewis - Só Um Pedaço de Papel Colorido?
De certa forma eu até concordei com aquele homem. Penso que ele deve ter tido alguma experiência real com Deus no deserto. E quando ele voltou dessa experiência para os credos cristãos, acredito que ele voltou de algo real para algo menos real. Assim, também, se uma pessoa olha da praia para o oceano Atlântico e, depois olha o Atlântico no mapa, ele também estará voltando de algo real para alguma coisa menos real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Mas é aí que está o ponto. O mapa é reconhecidamente um pedaço de papel colorido, mas há duas coisas que você deve lembrar. Primeiro, ele é baseado no que milhares de pessoas descobriram navegando o Atlântico de verdade. Dessa forma, um indíviduo tem atrás de si milhares de experiências tão reais quanto a que você poderia ter tido na praia; com a diferença de que, enquanto a sua seria um vislumbre único, o mapa dá conta de todas as variadas experiências juntas. Segundo, se você quer chegar a algum lugar, o mapa é absolutamente necessário. Para quem está interessado em apenas fazer algumas caminhadas na praia, a visão de tudo é muito mais agradável do que olhar para um mapa. Acontece que o mapa terá mais utilidade do que as caminhadas pela praia se você deseja chegar a outro continente.
A teologia é como um mapa - nada mais do que aprender e pensar sobre as doutrinas cristãs. Ficar nisso é menos real e menos emocionante do que o que aconteceu com o meu amigo no deserto. As doutrinas não são Deus; elas não passam de uma espécie de mapa. Acontece que esse mapa é baseado na experiência de centenas de pessoas que realmente estiveram em contato com Deus; experiências comparadas com quaisquer emoções ou sentimemtos piedosos que você e eu poderíamos experimentar, considerados elementares e até confusos. Se você quiser chegar mais longe, terá de usar o mapa. Veja bem, o que aconteceu com meu amigo no deserto pode ter sido verdadeiro, e certamente foi empolgante, mas isso não resulta em nada. Não há nada que se possa fazer a respeito. Na verdade, eis aí a razão por que uma religião vaga, algo como sentir Deus na natureza e assim por diante, é tão atraente. É só emoção, sem qualquer trabalho; é como observar as ondas do mar a partir da praia. Mas você jamais chegará a outro continente estudando o oceano Atlântico dessa maneira, e jamais conhecerá Deus só sentindo a Sua presença nas flores e na música. Nem chegará a lugar nenhum apenas olhando os mapas, sem ir para o mar. Tampouco estará seguro se entrar no mar sem um mapa.
Monday, July 30, 2007
Gotas de Sofia...
Já no inverno é diferente, nos recolhemos mais em casa, sentimos mais sono,
nos vestimos com roupas quentes, etc..
Na vida espiritual acontece o mesmo. Passamos por "estações" diferentes. Existem invernos, verões, outonos e primaveras. A mais temida dessas estações é o inverno espiritual. Tempestades como desemprego, enfermidade, perda de um ente querido, pode, de uma hora para outra, assolar a vida, tornando-a insuportável.
Apesar de tudo, o inverno passa e no final vem o resultado maravilhoso: fartura de comida, água que enche açudes e rios, e muitas outras bênçãos que só chegam depois de uma boa invernada.
É incrível, mas só nascem flores, frutos e há água em abundância, se houver inverno. O mesmo acontece no reino espiritual. É assim que crescemos, que amadurecemos e conseguimos vitórias maravilhosas. Tempo de inverno é tempo de plantar. Não desista dos seus sonhos, por mais difícil que esteja, por mais frio que faça na sua alma. Aqueça-se nos braços de Jesus e não esmoreça. O Salmo 126 nos promete: "aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com alegria, trazendo consigo os seus molhos."
Gotas de Sofia com Carlos Drummond - Prece do Brasileiro
Só me lembro de vós para pedir,
mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.
Desculpai vosso filho, que se veste
de humildade e esperança
e vos suplica: Olhai para o Nordeste
onde há fome, Senhor, e desespero
rondando nas estradas
entre esqueletos de animais.
Em Iguatu, Parambu, Baturité,Tauá
(vogais tão fortes não chegam até vós?)
vede as espectrais
procissões de braços estendidos,
assaltos, sobressaltos, armazéns
arrombados e - o que é pior - não tinham nada.
Fazei, Senhor, chover a chuva boa,
aquela que, florindo e reflorindo, soa
qual cantada de Bach em vossa glória
e dá vida ao boi, ao bode, à erva seca,
ao pobre sertanejo destruído no que tem de mais doce e mais cruel:
a terra estorricada sempre amada.
Fazei chover, Senhor, e já! numa certeira
ordem às nuvens.
Ou desobedecema vosso mando, as revoltosas?
Tudo é pois contestação?
Fosse eu Vieira (o padre)
e vos diria, malcriado muitas e boas...mas sou vosso fã
omisso, pecador, bem brasileiro.
Comigo é na macia, no veludo/lã
e matreiro, rogo, não
ao Senhor Deus dos Exércitos (Deus me livre)
mas ao Deus que Bandeira, com carinho
botou em verso: "meu Jesus Cristinho".
E mudo até o tratamento: por que vós,
tão gravata e colarinho,
tão vossa excelência?
O você comunica muito mais
e se agora o trato de você,
ficamos perto, vamos papeando
como dois camaradas bem legais,
um puro; o outro, aquela coisa,
quase que maldito
mas amizade é isso mesmo: salta
o vale, o muro, o abismo do infinito.
Meu querido Jesus, que é que há?
Faz sentido deixar o Ceará
sofrer em ciclo a mesma eterna pena?
E você me responde suavemente:
Escute, meu cronista e meu cristão:
essa cantiga é antiga
e de tão velha não entoa não.
Você tem a Sudene abrindo frentes
de trabalho de emergência, antes fechadas.
Tem a ONU, que manda toneladas
de pacotes à espera de haver fome.
Tudo está preparado para a cena
dolorosamente repetida
no mesmo palco. O mesmo drama, toda vida.
No entanto, você sabe,
você lê os jornais, vai ao cinema, até um livro de vez em quando lê
se o Buzaid não criar problema:
Em Israel, minha primeira pátria
(a segunda é a Bahia)
desertos se transformam em jardins
em pomares, em fontes, em riquezas.
E não é por milagre:
obra do homem e da tecnologia.
Você, meu brasileiro,
não acha que já é tempo de aprender
e de atender àquela brava gente
fugindo à caridade de ocasião
e ao vício de esperar tudo da oração?
Jesus disse e sorriu. Fiquei calado.
Fiquei, confesso, muito encabulado,
mas pedir, pedir sempre ao bom amigo
é balda que carrego aqui comigo.
Disfarcei e sorri. Pois é, meu caro.
Vamos mudar de assunto. Eu ia lhe falar
noutro caso, mais sério, mais urgente.
Escute aqui, ó irmãozinho.
Meu coração, agora, tá no México
batendo pelos músculos de Gérson,
a unha de Tostão, a ronha de Pelé,
a cuca de Zagalo, a calma de Leão
e tudo mais que liga o meu país
e uma bola no campo e uma taça de ouro.
Dê um jeito, meu velho, e faça que essa taça
sem milagres ou com ele nos pertença
para sempre, assim seja...Do contrário
ficará a Nação tão malincônica,
tão roubada em seu sonho e seu ardor
que nem sei como feche minha crônica.
30 de maio de 1970.
Tuesday, July 17, 2007
Gotas de Sofia com T.S. Eliot

Monday, July 16, 2007
Gotas de Sofia - Bebível Adélia
Não é maravilhosa? Chama-se “Impressionista”. Leio e releio este poema que de tão simples, tornou-se profundo. Lembra muito as “cacimbas” (é cacimba mesmo, poço num gosto, não) do tempo em que eu era menina. Cacimba era coisa simples, comum, quase todo quintal tinha uma; mas havia mistérios nesses buracos de água que ás vezes metia medo. Criança perto de cacimba? Nem pensar! Eu aproveitava os raros momentos em que não estava sendo observada pelos adultos e adorava ficar olhando pra cacimba que tinha no quintal da minha casa e imaginando o mundo que existia lá no fundo. Imaginava que existia uma cidade no fundo do fundo da cacimba e que a água era o céu desta cidade e que quando o balde descia para pegar água, chovia na cidade imaginária. Era uma viagem.
E tomar banho de cacimba? Era maravilhoso. Ainda não tinha a Cagece e a gente bebia a água que o seu Manuel vendia. Seu Manuel era um senhor branco cheio de sardas, ele usava um chapéu de palha enorme, calção bege, botas de borracha preta que iam até o meio da canela (perna). Ele passava duas vezes na semana, numa carroça que carregava um enorme tonel de madeira pintado de verde. Era a carroça da água. O bairro inteiro saía correndo atrás da carroça. Lembro bem da torneira do tonel que eu achava linda e ficava olhando seu Manuel encher as latas de água só para poder apreciar a torneira do tonel. Essa água a gente bebia, cozinhava e lavava o cabelo, a da cacimba era só para fazer a higiene do corpo, da casa e para lavar a roupa. Seu Manuel entrava lá em casa, carregando em cada mão, latas de água que enchiam os potes e o meu coração de alegria. Até hoje não sei por que aquela carroça me alegrava tanto.
Um dia a Cagece chegou, meu pai resolveu aterrar a cacimba e o seu Manuel sumiu com sua carroça de tonel verde. Doeu ver minha cidade imaginária ser soterrada. Chorei tanto, com dó dos moradores, dos bichos. Mas a angústia passou quando vi o chuveiro e a banheira branquinha que meu pai mandou colocar no banheiro. Minha cidade imaginária foi transportada, e o melhor: eu podia fazer parte dela; era só entrar na banheira e construir meu mundo. Passei a sentir calor o tempo todo, a me sentir suja toda hora e tomar banho virou meu passatempo, esporte e hobby preferidos.
Mas voltando para a Adélia Prado, procuro ler seus poemas bem aos pouquinhos, bem devagar, todo dia umzinho. Me emprestaram esse livro e nunca vieram buscar, o que o torna mais desejado; de uma hora para a outra o dono pode aparecer e levá-lo. Quando meus olhos passeiam pelos poemas da Adélia, sinto a mesma alegria quando via a carroça do seu Manuel e o mesmo mistério de olhar para o fundo de uma cacimba nos tempos de infância.
Adélia é gostosa, é “bebível”. É uma cacimba de mistério, uma banheira de prazer, um tonel de palavras; uma poetisa em quem eu estou “constantemente” mergulhando.
Sunday, July 15, 2007
Gotas de Sofia - Protesto
Imagino o que os outros países estão pensando de nós.
O Presidente Lula é uma autoridade, queiram ou não, e deve ser respeitado. Existem momentos que ideologias políticas não podem estar á frente do comportamento humano. Na Europa, quando a população quer demonstrar que não aceita o pensamento ou o comportamento de algum político, simplesmente não o aplaude quando o mesmo se pronuncia. Além de ser elegante e educado, o silêncio pode ainda ser mais forte e falar mais alto que a vaia.
Fiquei com muita vergonha. Vaia é coisa de moleque. Nem mesmo a presença do governo paralelo carioca (o tráfico) conseguiu manchar a imagem do Rio como aquela maldita vaia. Foi desumano, não se humilha um presidente dessa maneira.
Não consigo mais ver o Cristo Redentor de braços abertos. O Cartão-Postal carioca mudou e pra bem pior.
Tuesday, July 10, 2007
Gotas de Sofia - FDS (Fim Da Sabença)

Sei que a Língua Portuguesa tem sofrido no Orkut, tem sido torturada aos poucos, como se nos houvesse feito um grande mal e quiséssemos vê-la morrer aos pouquinhos, bem devagar, numa lenta tortura. Nada satisfeitos com os “erros do nosso português ruim”, o pessoal, pra economizar palavra, tempo, sabe lá, tem transformado nosso idioma num sanduíche sem molho e feito ás pressas. Boa parte dessa culpa nós podemos colocar nas Lan Houses da vida. O lema dessas bodegas virtuais não diz “tempo é dinheiro”, mas “palavra é dinheiro”, pois são através da economia das palavras que se economizam alguns trocados. Que ironia! Quem poderia supor que um dia a Língua Portuguesa fosse sofrer tamanho descaso vindo de milhões de pequenas locadoras. O Orkut é nazista, tratando-se da nossa língua. As Lan Houses são verdadeiros campos de concentração gramatical.
Eu sei que não falo nem escrevo corretamente, tenho plena convicção que agora mesmo, neste exato momento os erros estão aqui pra quem quiser ver, mas pelo amor de Deus, o que fazem no Orkut com nossa língua é um crime; e também quero deixar claro que não tenho NADA contra as Lan Houses; pra quem não tem a menor condição de comprar um PC, essas lojas caíram como uma luva, mas tenho, sim, contra a turma que põe as palavras num pilão gramatical, socam, recalcam, em fim, ESCULHAMBAM com o nosso português; mastigam e corrompem a palavra a tal ponto que o linguajar brasileiro vai ficando cada vez mais pobre, insignificante e destituído de beleza. Que bom seria se a “turma do pilão” lesse Adélia Prado. A mulher parece uma adega de palavras; ela nos coloca nas mãos cada palavra linda que dá vontade de bebê-la e degustá-la como se degusta um bom vinho; sem falar nas que ela inventa. Que pena que o nosso país não goste de ler e mais pena ainda que a corrupção tenha atingido lugares nunca dantes navegados: As palavras.
Thursday, July 05, 2007
Gotas de Sofia com Manoel de Barros

Gotas de Sofia com Cora Coralina


